Ministro vê carros híbridos flex como solução ideal para o Brasil

A Toyota já deu o start no projeto, mas governo quer mais dos fabricantes

A eletrificação dos automóveis já é uma realidade nos principais mercados mundiais e agora começa a chegar também no Brasil. Além dos preços das baterias, sabemos que uma das barreiras para a real expansão dos carros elétricos por aqui é a estrutura do país para a recarga, principalmente em áreas públicas. Ao participar do seminário “O Futuro da Matriz Veicular no Brasil”, o Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, propôs o uso de fontes renováveis em conjunto com os motores elétricos, em especial o etanol e o GNV.

A Toyota já apresentou o protótipo do Prius flex e confirmou a produção do primeiro híbrido flex no Brasil, ainda em 2019, com a nova geração do Corolla, em Indaiatuba (SP). Mas parece que o Ministro quer mais de outras fabricantes, incentivando que elas invistam no estudo e produção baseadas em etanol e GNV, dois produtos fortes no país e que tornam as emissões dos veículos ainda mais baixas, incluindo a produção destes combustíveis.

Albuquerque também destacou que o projeto é feito em parceria com universidades federais e citou a possibilidade de células de combustível com etanol (a Nissan já possui um protótipo desse tipo) e GNV. “Temos que conciliar a nossa realidade com a inovação e esta diversidade de matriz energética que temos no país, que inclui biocombustível, gás e óleo”, disse o Ministro.

A intenção do Ministro está alinhada com o pensamento das montadoras. O carro elétrico é solução para atender mercados onde não existem soluções como o etanol. Recentemente, Pablo di Si, Presidente da Volkswagen América Latina, afirmou que a solução ideal para o mercado brasileiro é o híbrido flex: “É o processo mais limpo, desde a plantação da cana-de-açúcar, colheita, transformação em etanol e queima como combustível. É mais limpo do que a solução dos elétricos, que muitos casos, poluem mais para gerar energia”.

De acordo com cálculos da Associação de Engenharia Automotiva, atualmente o modelo híbrido flex emite um terço das descargas de CO2 do veículo elétrico europeu, considerando o ciclo de vida do poço à roda.

“Ao conciliar a eficiência dos motores elétricos e a vocação nacional para a produção de biocombustíveis, fica solucionada a problemática associada ao tempo de recarregamento de baterias”, disse o Ministro.

Fonte: Motor1

Carros com câmbio automático serão maioria no Brasil em 2019

Pela primeira vez na história, o brasileiro comprará mais carros equipados com câmbio automático do que manual. Quem prevê essa mudança é a consultoria Bright Consulting, que publicará neste mês a mais recente edição do anuário AutomotiveBrazil 2030, um panorama sobre o mercado automotivo no Brasil.

De acordo com esse estudo, a participação da transmissão automática a bordo dos automóveis superará a marca de 50%, algo que quase ocorreu em 2018 quando 49% das vendas envolveu veículos com câmbio automático. A Bright prevê ainda que essa presença será cada vez maior, nos moldes do que o ocorreu com o ar-condicionado, equipamento que esteve em 98% dos carros emplacados no ano passado.

É uma mudança de comportamento impensável há pelo menos duas décadas quando o brasileiro ainda mantinha uma certa aversão às trocas automáticas de marchas. Hoje em dia, com preços um pouco mais acessíveis e, sobretudo, oferecidos em veículos mais baratos, os câmbios automáticos tornaram-se uma tendência, ainda mais reforçados pelo conforto proporcionado em situações de trânsito pesado quando o para e anda torna o uso do câmbio manual mais incômodo.

Elétricos e híbridos mais presentes

O estudo também aponta que os SUVs, hoje em franco crescimento, terão uma enorme participação de mercado de nada menos que 30% até 2025. Hoje eles beiram 20% das vendas, segundo o estudo, e 23,5% nos critérios do Autoo. A chegada de novos modelos este ano, como o aguardado T-Cross, da Volkswagen, e a ampliação da família Tiggo, da CAOA Chery, sem dúvida confirma essa tendência.

O anuário prevê ainda que a participação dos veículos híbridos e elétricos deva beiras os 5% dentro de seis anos. Parece pouco, mas significa um enorme avanço para um mercado em que seu custo é praticamente proibitivo.

No entanto, para Paulo Cardamone, CEO da Bright Consulting, são as tecnologias embarcadas que deverão mudar o cenário automotivo mais rapidamente: “Com as novas regras do Rota 2030, os avanços das novas tecnologias de conectividade, segurança, eficiência energética e ´cyber security´ nos modelos nacionais entrarão em linha num ritmo mais acelerado”.

Apesar do otimismo, o estudo estima que as vendas no mercado brasileiro só voltarão aos níveis pré-crise em 2025.

Fonte: Autoo (Leia mais)