Harley-Davidson Livewire

A LiveWire, a motocicleta elétrica da Harley-Davidson, está sendo lançada como uma marca autônoma, completa com um novo logotipo e identidade de marca.

A Harley-Davidson apresentou pela primeira vez a motocicleta elétrica LiveWire em 2018 com um preço de lista de $ 29.799, colocando-a na extremidade superior para motocicletas. Ele entrou em produção no ano seguinte, com alguns solavancos, incluindo uma breve parada da produção devido a um problema relacionado ao carregamento de uma das motocicletas. A “primeira motocicleta da marca LiveWire” será lançada em 8 de julho. Sua estreia pública virá um dia depois no International Motorcycle Show, Harley-Davidson disse segunda-feira.

Os revendedores tiveram problemas para vender a bicicleta para motociclistas mais jovens e mais novos, relatou a Reuters em 2019. Parte do problema era o preço, que está na mesma categoria de um Tesla Model S, disseram os revendedores ao noticiário da época. Dado que o eleitorado central da Harley-Davidson ainda são os baby boomers, que estão começando a envelhecer com os produtos, a questão é se um novo spin-out e uma reformulação da marca podem atrair passageiros mais jovens (e ricos).

As duas empresas compartilharão os avanços tecnológicos e a LiveWire “se beneficiará da experiência em engenharia da Harley-Davidson, pegada de fabricação, infraestrutura da cadeia de suprimentos e recursos de logística global”, disse a Harley-Davidson na segunda-feira.

A LiveWire terá locais de showroom dedicados, começando na Califórnia, e uma sede “virtual” com hubs no Vale do Silício e Milwaukee.

A Harley-Davidson é uma das fabricantes de motocicletas mais reconhecidas do país, mas suas vendas têm sofrido nos últimos anos. A receita anual da empresa caiu quase 24% em 2020 em comparação com o ano anterior, embora parte disso seja provavelmente devido aos efeitos econômicos da pandemia do coronavírus. A empresa também cortou 700 empregos em suas operações globais no verão passado, em um plano de reestruturação conhecido como “The Rewire”.

Mais recentemente, a empresa lançou um plano estratégico de cinco anos apelidado de “The Hardwire”. Faz parte do plano investir ainda mais no mercado elétrico. A empresa já começou a caminhar nessa direção com o lançamento, em novembro passado, de suas e-bicicletas Serial 1 Cycle. Seu modelo Rush / Cty Speed ​​pode atingir velocidades de até 28 mph e chega a US $ 5.000.

 

VOLTZ EVS

Voltz enfrenta montadoras com moto elétrica inteligente

A autotech Voltz lançou uma moto elétrica como parte de sua estratégia para desafiar as montadoras de veículos convencionais, que inclui planos para crédito, aluguel para frotistas e compartilhamento de baterias para estes veículos.

A EVS representa a revolução da mobilidade sobre duas rodas no país. Além de uma moto elétrica, o modelo street traz, pela primeira vez ao mercado nacional, tecnologia smart, conectividade e inteligência artificial.

O motor Voltz possui 3000w de potência, capaz de alcançar uma velocidade máxima de 120 km/h. Sua aceleração é de 0 a 60 km/h em 6 segundos.

Com uma proposta que remete aos modelos urbanos street e naked, modelos mais vendidos no Brasil, a empresa apresentou sua nova moto durante uma live de inauguração de sua loja-conceito em São Paulo. Nas primeiras 24 horas após o lançamento, a empresa vendeu mais de 1 mil unidades das duas opções da EVS, que tem um preço inicial de R$ 15.900, pedindo uma entrada de R$ 250. As entregas vão ocorrer a partir de dezembro deste ano.

A moto de 130 kg de peso vai de 0 a 60 km/h em seis segundos e tem autonomia de até 180 quilômetros, com tempo de recarga de até cinco horas. O modelo, que tem iluminação full-LED e alto-falantes Bluetooth, é controlado por um aplicativo, que exibe informações do smartphone em uma tela TFT do painel digital. Em caso de roubo da moto ou da bateria, o usuário pode também bloquear os itens através do app.

Planos no horizonte para a startup de Renato Villar, que projeta faturar R$ 52 milhões em 2020 e R$ 300 milhões em 2021, vão além da fabricação dos veículos. A autotech planeja a inauguração de estações de compartilhamento de baterias elétricas, oferecer aluguel de motos elétricas para frotistas e realizar a venda para empresas de compartilhamento de scooters.

Antes disso, a Voltz quer oferecer financiamento de motos elétricas, com base no ECO-V, um sistema de monitoramento em tempo real baseado no conceito de telemetria. O conceito consiste na conexão 24 horas dos veículos aos sistemas da empresa através de uma plataforma hospedada na nuvem.

O sistema permite, por exemplo, que a empresa saiba detalhes sobre o padrão de condução do proprietário da moto, se a mesma for derrubada quando estacionada, e se o condutor sofrer algum acidente. Neste caso, aciona os familiares, bem como socorro. O rastreamento tornado possível pelo ECO-V também possibilita identificar furtos e roubos da moto ou da bateria.

Fundada em 2017, a Voltz lançou a EV1, primeira scooter elétrica do Brasil em novembro do ano passado. Este modelo inicial foi lançado com uma bateria e autonomia de 60 quilômetros, chegado a 60 km/h. A scooter também ganhou um upgrade nesta semana, a EV1 Plus, que tem duas baterias, chega a 80 km/h e roda até 120 quilômetros.

O valor total do mercado global de motocicletas e scooters elétricas deve ultrapassar US$ 14,29 bilhões até o final de 2027, segundo pesquisa da Transparency Market Research.