Como funcionam os carros alimentados a água salgada?

A aprovação europeia chegou em 2014 e, dois anos depois, um protótipo comprovou que a água salgada pode mesmo ser uma alternativa aos combustíveis tradicionais.

Parece um elétrico, mas não dispõe nem de bateria nem é alimentado a eletricidade da rede. O combustível é água salgada, ainda que não se pense que para o abastecer bastará ligar uma mangueira ao mar… Trata-se de uma solução salina, efetivamente, mas desenvolvida em laboratório e designada por bi-ION. Já a bateria é substituída por seis células alinhadas num dispositivo do tamanho de uma caixa de sapatos, batizado de NanoFlowcell, cuja origem remonta a um concept patenteado pela NASA, durante a década de 1970, quando a agência espacial procurava formas eficientes de armazenar energia. No fundo é um elétrico, mas um que produz internamente a energia com que se alimenta.

bi-ION é água do mar?

Mas comece-se pelo líquido que abastece os dois tanques presentes no automóvel. Trata-se de bi-ION, uma solução eletrolítica salina que, ao contrário do que se possa acreditar, não tem nada a ver com a água do mar.

Resultado de duas décadas de investigação e de desenvolvimento no campo da nanotecnologia molecular, o bi-ION não é tóxico nem inflamável, apresentando-se como “amigo do ambiente”. E, cereja no bolo, extremamente económico de produzir: a marca estima um custo de produção, matéria-prima incluída, de menos de dez cêntimos cada litro (um dado que pode deixar adivinhar um igualmente baixo custo de comercialização uma vez que o seu transporte e armazenamento não requerem especiais cuidados, ao contrário do que sucede, por exemplo, com o hidrogénio).

E para que serve o bi-ION?

O bi-ION é um líquido de condução de energia à base de sais orgânicos e inorgânicos dissolvidos em água que inclui ainda eletrólitos e que foi modificado em nanopartículas. Ou seja, através da nanotecnologia, o bi-ION adquire uma densidade mais elevada do que os líquidos eletrólitos convencionais, sendo capaz de transferir dessa forma mais energia. Atualmente, a empresa afirma conseguir uma densidade de energia de 600 watt-hora por litro de bi-ION, o que permite que uma NanoFlowcell tenha capacidade para assegurar cinco vezes mais autonomia do que uma comum bateria de iões de lítio a um mesmo automóvel elétrico.

Como funciona?

O NanoFlowcell é um sistema de armazenamento de energia para aplicações móveis ou imoveis que, ao contrário do que acontece com as baterias convencionais, é alimentado com energia na forma de eletrólitos líquidos que podem ser armazenados longe da própria célula. Os líquidos eletrolíticos são divididos por dois tanques, dependendo da sua carga – positiva ou negativa -, sendo bombeados por circuitos separados através de um conversor. Quando chegam a este, uma membrana permeável divide-os e, quando passam por esta, dá-se a troca de iões, convertendo a energia química em eletricidade, ficando esta automaticamente disponível.

Fórmula mantém-se secreta

A fórmula química exata, porém, mantém-se no segredo dos deuses, com a empresa a sustentar que, sendo financiada exclusivamente por capital privado, não quer requerer patente antes do início da comercialização, considerando a reserva de informação para já a melhor proteção.

No entanto, não se julgue que a vontade da empresa passa por manter o segredo para sempre. Pelo contrário, a NanoFlowcell Holdings admite que todas as matérias-primas que compõem a solução estão disponíveis praticamente em todo o mundo, considerando que idealmente cada país deveria poder produzir bi-ION localmente, reduzindo dessa forma o custo para o consumidor e, consequentemente, a dependência externa.

Fonte: KBB

Como economizar combustível: esqueça a banguela e outras dicas para o carro ‘beber’ até 40% menos

A maneira como conduzimos pode economizar até 40% de combustível. Por isso, se você tem “pé de chumbo”, melhor repensar as atitudes, ou suas chances de ter pane seca vão crescer.

Se o trânsito permitir, tire o pé de cima do acelerador quando atingir a velocidade de 40km/h e mantenha o câmbio engatado. Assim, a injeção é interrompida, o bico injetor fica fechado e seu consumo vai praticamente a zero.

 

Na banguela, o motor mantém a injeção de combustível, assim com na posição neutra do câmbio automático.

Ainda sobre o câmbio automático, não se deve colocar a posição neutra (N) na estrada. Há um sistema de lubrificação que não funciona na posição neutra. Portanto, se andar em altas velocidades desta forma, você danificará o câmbio.

Fonte: Auto Esporte