Quantos carros existem no mundo?

Quantos carros existem no mundo, quem produz mais carros e quantos são destruídos todos os anos? Descubra neste artigo.

Há tantos automóveis em circulação por todo o mundo que, se os estacionássemos em fila, esta iria de Sydney, na Austrália, a Londres, no Reino Unido. Parece muito? Pois não é. Porque esta fila de carros estacionados regressaria a Sydney, depois a Londres e mais uma vez a Sydney. Ou pelo menos é isso que os nossos cálculos muito básicos nos dizem. Seja como for, há muitos.

Mas afinal quantos carros existem no mundo?

Os números específicos são ligeiramente difíceis de conseguir, mesmo recorrendo a todos os diferentes órgãos responsáveis ​​por contabilizar o parque automóvel. A melhor estimativa apontava, há dois anos, para 1,32 mil milhões de veículos, entre ligeiros de passageiros, pesados e pesados de passageiros. Esse foi o número estabelecido pelo gigante da indústria WardsAuto, com a ressalva de que não incluía veículos todo-o-terreno ou maquinaria pesada.

Alguns analistas do setor acreditam, porém, que já há cerca de 1,4 mil milhões de veículos a circular, continuando o número a crescer a um ritmo surpreendente. Para colocar esse crescimento em perspetiva, em 1996 existiam apenas 670 milhões de veículos e, em 1976, apenas 342 milhões…

Se essa taxa impressionante de crescimento continuar, com a duplicação total a cada 20 anos, pode-se esperar cerca de 2,8 mil milhões de veículos no planeta em 2036.

E afinal quem está a conduzir todos esses carros? Quantas pessoas no mundo inteiro têm carro à porta? De acordo com as estimativas mais recentes, a população mundial cifra-se em 7,6 mil milhões. Com uma estimativa de 1,4 mil milhões de carros na estrada, poder-se-ia dizer que apenas 18% da população é proprietária de um automóvel. Mas estas contas dizem pouco – afinal há crianças, que ainda não conduzem; idosos, que já não podem; e muitos adultos que simplesmente não querem…

A verdade é que a distribuição do parque automóvel é extremamente desigual. Nos EUA, por exemplo, o número de carros per capita na costa ocidental é muito maior do que na costa leste.

Qual o país com mais carros no mundo?

Durante muito tempo, a resposta a essa pergunta teria sido os EUA, onde, em 2016, o total do parque automóvel andava em torno dos 268 milhões de veículos e a crescer uma média de 17 milhões por ano.

Mas o mundo está a mudar e a China já ultrapassou os Estados Unidos: em 2017, havia 300,3 milhões de veículos em circulação. É importante sublinhar que os residentes da China não só compram mais carros por ano do que os EUA (27,5 milhões de veículos em 2017), como ainda há muita gente sem carro. O que significa que ainda há muito espaço para crescer, especialmente considerando a população de 1,3 mil milhões…

De acordo com um relatório, se a propriedade de carros per capita na China fosse igual à dos EUA, o país teria mil milhões de automóveis. E a estatística mais simbólica é a do recorde de mais de 90 milhões de veículos vendidos globalmente em 2017, com uma fatia de 25% destes a serem comercializados na China.

Todos os outros países são meros peixinhos em comparação. A Austrália, por exemplo, abriga uma frota de apenas 19,2 milhões de veículos, enquanto as Filipinas abrigavam somente 9,2 milhões em 2016.

Qual o país com mais carros per capita?

Sobre isso, os dados são muito mais claros. De facto, a Organização Mundial da Saúde e o Fórum Económico Mundial publicaram um estudo sobre este mesmo tópico (total de veículos registrados divididos pela população) no final de 2015, e os resultados são surpreendentes.

No topo da lista está a Finlândia, com 1,07 veículos por pessoa, com Andorra em segundo lugar, com 1,05 veículos. O top-5 completa-se com Itália (0,84), EUA (0,83) e Malásia com (0,80). No encalço destes, com taxas entre 0,75 e 0,73, estão Luxemburgo, Malta, Islândia, Áustria e Grécia.

Quantos carros elétricos existem no mundo?

De acordo com o Outlook 2018 do Mercado Global de Veículos Elétricos da Frost, um estudo que acompanhou as vendas de veículos elétricos em todo o mundo, 1,2 milhões de veículos elétricos foram vendidos em 2017, valor que deverá subir para cerca de 1,6 milhões em 2018, e cerca de dois milhões em 2019. O crescimento deve-se, em parte, aos 165 modelos oferecidos globalmente.

O mesmo relatório coloca o estacionamento total do EV global em 3,28 milhões de veículos, incluindo modelos híbridos totalmente elétricos, híbridos e plug-in.

Qual fabricante produz mais carros por ano?

O Grupo Volkswagen é o maior fabricante de carros do mundo, com 10,7 milhões de veículos vendidos em 2017. A Toyota fica em segundo lugar, com cerca de 10,35 milhões de veículos vendidos no ano passado.

Enquanto aquelas duas crescem, as marcas especializadas registaram uma queda. A Ferrari, por exemplo, trocou 8398 carros, enquanto a Lamborghini movimentou apenas 3815 veículos. A Tesla, em 2017, declarou 101.312 vendas.

Quantos carros são destruídos a cada ano?

Outra resposta curta? Poucos. Os números globais são difíceis de obter, mas estima-se que cerca de 12 milhões de automóveis sejam destruídos todos os anos nos EUA, enquanto cerca de oito milhões de carros são descartados na Europa, ou seja, há sempre mais veículos a entrar no mercado que a sair.

Fonte: KBB

Cuidados a ter com baterias dos carros elétricos

Um carro elétrico sofre menos desgaste e a manutenção é mais simples dado o menor número de componentes. Mas há um que requer especial atenção: a bateria.

Qualquer aparelho cuja energia advém de uma bateria tem o mesmo problema. Um dia, a mesma irá começar a revelar cansaço até ao ponto de ser necessário substituí-la. E se, num vulgar smartphone o facto poderá passar simplesmente pela aquisição de um aparelho novo, quando se trata de um automóvel essa não é uma opção viável para muitos. Por isso, o melhor será apostar em prolongar ao máximo a vida da bateria do seu carro.

Quanto dura uma bateria de um carro elétrico?

Atualmente, as baterias da maioria dos automóveis elétricos são de iões de lítio. Estas vão perdendo capacidade quando o número de ciclos de carga cresce, i.e., quando a bateria é descarregada e carregada, mas admite ciclos suficientes para as marcas avançarem com garantias de até oito anos.

No entanto, antes de ficar obsoleta, a bateria vai acusando desgaste – impercetível de início, mas que, com o passar dos tempos, se vai denunciando por uma cada vez menor autonomia. O desgaste da bateria pode ainda ser motivado por uma utilização pouco racional, com acelerações bruscas que causam uma descarga abrupta, ou em situações de calor excessivo.

Como prolongar a vida da bateria de um carro elétrico?

Não há soluções milagrosas, mas alguns cuidados podem efetivamente prolongar a longevidade da bateria de iões de lítio.

1 – Nunca carregar a bateria a 100%

Além de quase duplicar o tempo de carregamento (os últimos 20% demoram quase tanto a encher quanto os primeiros 80%), colocar a bateria nos 100% irá aumentar a temperatura do seu núcleo, o que, a longo prazo, prejudica a sua capacidade total. Por isso, idealmente, a carga deverá ser efetuada até aos 80%.

2 – Não deixar descarregar

Se o carregamento excessivo é prejudicial, o mesmo se pode dizer da descarga total da bateria. Não pense duas vezes e se se vir numa situação limite prefira chamar o reboque antes de ficar a zeros.

3 – Preferir carregar durante a noite

Além de poder ser mais vantajoso, para quem opta por uma tarifa bi-horária, o carregamento noturno permite que o mesmo seja feito em condições de temperatura mais controladas. Este cuidado é particularmente importante a ter em conta nos dias mais quentes.

4 – Ter cuidado com o acelerador

Com toda a potência e binário disponíveis a partir do momento em que se roda a chave, torna-se quase impossível não se deixar levar pela emoção e abusar um pouco do acelerador. No entanto, as acelerações apressadas obrigam a uma descarga rápida, o que deteriora a bateria.

5 – Fugir do carregamento rápido

É tentador: carregar a bateria até aos 80% enquanto bebe um café e passa os olhos pela imprensa diária. E o carregamento rápido é mesmo uma mais-valia, permitindo que o proprietário de um carro elétrico percorra grandes distâncias sem gastar demasiado tempo. No entanto, não abuse. O carregamento rápido, que recorre a elevadas voltagens, aumenta a temperatura da bateria e as próprias marcas desaconselham o uso frequente.

6 – Carregar sempre que possível

Foi um dia em que circulou menos e, por isso, chega a casa com bateria suficiente para enfrentar o dia seguinte. Porém, não deixe de ligar o carro à corrente. Ao carregar, irá manter os componentes à temperatura ideal, potenciando a sua longevidade.

Fonte: KBB