Jeep Willys está de volta… mas só no Brasil

O Willys Jeep é considerado o primeiro veículo todo-o-terreno. Originalmente concebido como um veículo militar, foi tão apreciado que foi adotado pelos condutores civis logo após o final da Segunda Guerra Mundial. Hoje, o seu herdeiro é o Wrangler, que embora seja prático e capaz de enfrentar qualquer terreno, não tem a mesma personalidade do seu antepassado. Mas agora, a Jeep vai lançar um novo Willys, derivado do Renegade, mas… só vai estar disponível no mercado brasileiro.

O novo modelo ai ser uma série limitada a 250 unidades, com base na versão Renegade Trailhawk. De certo modo, é uma boa maneira de prestar homenagem, já que o nome Renegade foi primeiro usado nas versões civis do Willys Jeep, mas agora este usa uma plataforma de automóvel de estrada, pelo que é mais civilizado. Para tornar o Renegade Willys mais agressivo, usa uma pintura verde do mesmo tom usado em veículos militares, com vários escuros nas rodas, grelha e retrovisores. Na carroçaria, é fácil de identificar pelos autocolantes com as designações “Willys”, “4-Wheel Drive” e o símbolo de estrada que significava “Oscar Mike”, ou “em movimento” no jargão militar.

Cada um dos 250 futuros donos deste carro vai ter direito ainda a um kit exclusivo com um blusão da marca Jeep Gear (com o mesmo número da série limitada), um cantil e uma maleta no formato do garrafão de combustível dos pioneiros Jeep militares. Esta homenagem é apropriada no Brasil, último país onde a marca Willys continuou a vender automóveis. Desapareceu nos Estados Unidos em 1955, quando a Jeep foi promovido a marca de pleno direito (depois integrando o conglomerado AMC, posteriormente comprado pela Chrysler), mas o seu último carro, o Willys Aero continuou a ser produzido no Brasil até 1970, quando a Ford assumiu o controlo da marca.

 

México volta a ter livre-comércio de automóveis com o Brasil

O governo do México anunciou nesta terça-feira que o livre-comércio de automóveis com o Brasil será retomado, ao entrar em vigor um acordo elimina as cotas de importação que tinha sido pactuado os dois países.

“Em relação ao Brasil, o livre-comércio em carros leves entrará em vigor a partir de 19 de março de 2019”, disse em comunicado a Secretaria da Economia do México.

O comércio de automóveis entre os dois países é regido pelo Acordo de Complementação Econômica Número 55 (ACE), um pacto comercial que entrou em vigor em 2003 e que foi eliminando tarifas no setor automotivo até chegar ao livre-comércio.

Contudo, Brasil e posteriormente Argentina pediram em 2012 para estabelecer cotas para a exportação de automóveis do México – isto é, uma quantidade limitada de carros poderia ser enviada -, diante de um aumento das exportações mexicanas.

Os três países acordaram estabelecer essas cotas e voltar ao livre-comércio em 2015, medida que mais tarde foi adiada até março deste ano.

O México disse que acordou com a Argentina ampliar as cotas de exportação nos próximos três anos, para depois chegar ao livre-comércio de veículos.

“Uma vez concluído este período de transição, o livre-comércio de carros entrará em vigor”, acrescentou a Secretaria de Economia.

O governo mexicano disse que o comércio bilateral no setor automotivo com a Argentina alcançou 817 milhões de dólares em 2018 e 4,68 bilhões de dólares com o Brasil.

O México é um dos maiores exportadores de automóveis do mundo, com 80% da produção destinada aos Estados Unidos, seu maior parceiro comercial.

Fonte: Jornal do Brasil