Cidades alemãs lideram na partilha dos automóveis

A mobilidade partilhada está a crescer por todo o Mundo, com destaque para a Alemanha, o país que regista o maior aumento de utilizadores. Mas também em França, Espanha, Itália, Áustria, Polónia e Japão, o carsharing é uma aposta cada vez mais forte das empresas de aluguer de automóveis e dos próprios fabricantes.

Um estudo conduzido no ano passado pela consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC), dado a conhecer pela DriveNow, prevê que, na Alemanha, o número de utilizadores de automóveis partilhados até 2020 chegue aos 15 milhões em 2020.

Portugal não escapa a esta tendência. Dados recentemente divulgados, revelam que a DriveNow atingiu mais de 150 mil viagens na cidade de Lisboa. A um mês de celebrar o seu primeiro ano de atividade no país, a plataforma tem em média 1500 registos mensais, mas estima chegar aos 30 mil até final do próximo mês de setembro.

O serviço de carsharing chegou a Portugal em setembro de 2017, sendo Lisboa a 13.ª cidade europeia a receber a DriveNow e a primeira na Península Ibérica a ter este serviço. Segundo os responsáveis pela empresa, por cada carro de carsharing, há pelo menos seis particulares que deixam de circular nas estradas.

Paris é outro dos exemplos. A Ubeeqo, líder em carsharing na capital francesa, tem vindo a apresentar um crescimento continuado desde o lançamento em 2015 e anunciou como objetivo, a curto prazo, aumentar a frota disponível em 25% até ao mês de outubro e duplicar a frota até final do ano, incluindo 150 veículos elétricos.

A par disto, outras alternativas de partilha, como bicicletas e motos, estão, também, a ganhar importância. O transporte público local também se tornará mais integrado aos esquemas de partilha no futuro, facilitando a migração das pessoas para mobilidade partilhada e conectada – especialmente nas cidades“, antecipa a DriveNow, na divulgação do estudo.

O primeiro projeto de partilha automóvel foi iniciado na Alemanha em 1988. Hoje, 30 anos depois, mais de 2,1 milhões de clientes estão registados e existem cerca de 165 fornecedores do serviço de carsharing naquele país.

Fonte: JN (Leia o artigo completo)

Dinamarca quer proibir venda de automóveis a gasolina e diesel em 2030

O Governo liberal-conservador da Dinamarca anunciou na terça-feira que quer proibir a venda de novos carros a gasolina e diesel em 2030, ano em que perspetiva a existência de um milhão de veículos elétricos ou híbridos no país.

“O setor do transporte representa na atualidade uma quarta parte das emissões de dióxido de carbono (CO2) na Dinamarca. O ar nas grandes cidades está demasiado contaminado. Por isso, o Governo fixa um objetivo claro: dentro de 12 anos, proibiremos a venda de novos automóveis a gasolina e diesel”, disse o primeiro-ministro, Lars Lokke Rasmussen.

O chefe do Governo dinamarquês, que discursou durante a abertura do novo ano parlamentar, frisou que a proposta faz parte de um novo plano climático que o executivo apresentará na próxima semana.

Rasmussen considerou a medida “um sinal claro” para a União Europeia, a indústria automóvel e “o resto do mundo“, assegurando que este tipo de automóveis representam o passado e que o futuro é “verde” e está “muito próximo“.

O primeiro-ministro dinamarquês espera fechar um acordo na área climática nos próximos meses, antes das eleições gerais, previstas para junho de 2019.

Lars Lokke Rasmussen encabeça um Governo de minoria que controla menos de um terço do parlamento, mas o apoio do xenófobo Partido Popular Dinamarquês assegura-lhe a maioria absoluta.

Dinamarca fixou como objetivo não depender dos combustíveis fósseis em 2050. Outros países anunciaram anteriormente que pretendem proibir a venda de carros de gasolina e diesel: Alemanha, Irlanda e Holanda estabeleceram também a meta de 2030, enquanto França e Grã-Bretanha apontam para 2040.

Fonte: Sicnoticias (Leia o artigo completo)