Carros elétricos de estrada vão fazer corridas em 2020

As corridas de automóveis são geralmente criticadas por quem não as aprecia por serem perigosas, fazerem barulho e emitirem poluição só para alguns pilotos andarem às voltas a divertirem-se. Mas uma das justificações para se realizarem é que servem de laboratório para novas tecnologias. E os carros elétricos, como nova tecnologia, vão beneficiar muito do novo interesse do desporto automóvel nesta nova forma de propulsão.

Este ano, a Fórmula E, o primeiro campeonato do mundo de monolugares elétricos, estreia a segunda geração do seu carro, ganhando uma categoria de apoio, um troféu monomarca disputado com o Jaguar I-Pace. E em 2020, estas vão ter a companhia do E-TCR, um novo campeonato do mundo, este criado para participarem carros elétricos praticamente iguais àqueles que vemos na estrada, que assim vão beneficiar dos novos desenvolvimentos tecnológicos concebidos quando este tipo de veículos é usado nos limites.

O primeiro carro feito para a categoria E-TCR é o Cupra e-Racer. Este modelo desportivo derivado de um SEAT Leon já tinha sido revelado ao mundo no início do ano, mas fez este fim de semana a sua estreia em ação na pista, em frente do público, conduzido pelo veterano piloto espanhol Jordi Gené, que já foi colega de equipa de Tiago Monteiro. O carro espanhol tem passado os últimos meses em desenvolvimento constante, prestando particular atenção à refrigeração das baterias e ao aproveitamento e recuperação de energia.

Estes carros elétricos de corrida, silenciosos e não poluentes, têm dois motores com potência combinada de 680 cv, quase o dobro do Cupra Leon de competição, mas pesam mais de 1600 kg, 400 kg a mais que o modelo a gasolina. Mesmo assim, vão atingir os 100 km/h em 3,2 segundos e os 200 km/h em 8,2 segundos.

Fonte: Motor24 (Leia o artigo completo)

Serviço de partilha Turo é o Airbnb dos automóveis

Apesar de satisfazer as necessidades de mobilidade de milhões de pessoas, um automóvel é sempre uma fonte de despesas contínuas, relacionadas com a sua compra, manutenção e utilização. Essas despesas vão-se acumulando e nunca param até ao fim de vida do carro. Por isso, muitas pessoas já escolhem não ter automóvel próprio, enquanto quem os tem pode aproveitar para rentabilizá-los, emprestando o seu veículo a quem não tem um. Um desses serviços é a Turo, uma espécie de Airbnb para automóveis.

Em cidades onde o custo de vida é elevado, muitos proprietários de automóveis começaram a colocar os seus veículos no site e no aplicativo da Turo, para poderem ser utilizados por outros. Ao contrário da Uber ou da Lyft, em que uma pessoa viaja como passageira num automóvel com condutor, na Turo pode alugar os automóveis durante um tempo limitado, utilizando-o como se fosse seu. Tal como a Airbnb faz com casas e apartamentos, a Turo faz com os automóveis.

A Turo está presente em 56 países e 5500 cidades, mas um dos seus principais mercados é San Francisco, onde existe também uma quantidade elevada de veículos elétricos. Os preços de aluguer podem variar entre 29 e 200 dólares por dia, conforme o tipo de automóvel, e um utilizador médio pode levar para casa 672 dólares por mês (582 euros), mais que suficiente para cobrir as mensalidades da compra de um automóvel.

Uma proprietária de um Tesla Model 3, que prefere viajar de Uber em vez de conduzir, afirma ganhar o suficiente para cobrir não só os pagamentos do carro, mas também o combustível e o seguro. E o dono de um Tesla Model X tem um dos veículos mais requisitados na plataforma, tendo acumulado mais de 40 mil dólares o ano passado, ou quase metade do preço de um Model X novo. Deste modo, torna-se mais fácil um proprietário de um veículo recuperar o investimento, além de evitar tempos mortos, permitindo a outras pessoas viajar de automóvel com regularidade sem precisar de comprar um.

Fonte: Motor24 (Leia o artigo completo)