Carros mais antigos são incompatíveis com novos combustíveis

Estudo mostra que alguns carros antigos não vão poder usar a gasolina E10, um combustível que vai ser introduzido para reduzir as emissões de carbono.

Volkswagen, Ford e Nissan. Estas são as principais marcas que se podem queixar do facto de alguns dos seus modelos mais datados não serem compatíveis com a gasolina E10, que se destina a ser menos prejudicial ao meio ambiente.

Uma nova diretiva europeia, que será implementada a partir de 12 de outubro, determina que a gasolina com mistura de etanol passe a ser identificada na bomba pela letra E, sendo assinalada ao lado a quantidade de percentagem de etanol: E5, para misturas de 95/5; E10 para 90/10; e E85, com mais etanol que gasolina. Os modelos passam também a incluir a identificação do combustível desta forma, sendo que um carro alimentado a E5 não será compatível com gasolina E10, ainda que um automóvel preparado para se mexer com E85 consiga admitir gasolina com percentagens mais baixas de etanol. Problema: os automóveis com mais idade estão preparados para receberem apenas E5.

De acordo com um estudo da fundação britânica RAC (The Royal Automobile Club Foundation for Motoring), muitos carros que circulam atualmente nas estradas do Reino Unido, mas também da Europa, ainda não são compatíveis com o combustível. A Volkswagen lidera a tabela com o Golf, mas há mais modelos populares que não se darão bem com esta gasolina mais amiga do ambiente. A lista das dez principais incompatibilidades incluem o Nissan Micra e o Ford Escort. Só no Reino Unido, estima-se que em 2020 haverá mais de 630 mil carros a gasolina na estrada que não poderão ser abastecidos com E10. Destes, 150 mil terão sido fabricados a partir do ano 2000.

Quando o E10 for disponibilizado, os condutores precisam de saber se os seus carros podem usá-lo sem sofrerem danos“, explicou o diretor da RAC, Steve Gooding, justificando desta forma a utilidade do estudo que, acrescentou, “mostra que, mesmo dentro de alguns anos, ainda haverá centenas de milhares de carros nas nossas estradas que serão incompatíveis com o novo combustível“.

Embora alguns dos carros incompatíveis com o combustível E10 sejam modelos históricos, muitos serão antigos, mas com funções quotidianas e com os quais pessoas com baixos orçamentos contam para se locomover.”

As futuras designações dos combustíveis

Além da gasolina, todos os outros combustíveis passarão a ser designados por letras. Os Diesel vão exibir os códigos B7, B10 e XTL: os dois primeiros significam que o automóvel poderá usar biodiesel, com misturas de 7 ou de 10%, enquanto o terceiro serve para informar que o veículo apenas pode “levar” gasóleo sintético. A hidrogénio, os carros exibirão o código H2.

CNG, serve para indicar que o motor a gasolina pode receber gás natural comprimido; LPG (ou GPL como é conhecido em Portugal), gás de petróleo liquefeito; e LNG, gás natural liquefeito.

Fonte: KBB

Cuidados a ter com baterias dos carros elétricos

Um carro elétrico sofre menos desgaste e a manutenção é mais simples dado o menor número de componentes. Mas há um que requer especial atenção: a bateria.

Qualquer aparelho cuja energia advém de uma bateria tem o mesmo problema. Um dia, a mesma irá começar a revelar cansaço até ao ponto de ser necessário substituí-la. E se, num vulgar smartphone o facto poderá passar simplesmente pela aquisição de um aparelho novo, quando se trata de um automóvel essa não é uma opção viável para muitos. Por isso, o melhor será apostar em prolongar ao máximo a vida da bateria do seu carro.

Quanto dura uma bateria de um carro elétrico?

Atualmente, as baterias da maioria dos automóveis elétricos são de iões de lítio. Estas vão perdendo capacidade quando o número de ciclos de carga cresce, i.e., quando a bateria é descarregada e carregada, mas admite ciclos suficientes para as marcas avançarem com garantias de até oito anos.

No entanto, antes de ficar obsoleta, a bateria vai acusando desgaste – impercetível de início, mas que, com o passar dos tempos, se vai denunciando por uma cada vez menor autonomia. O desgaste da bateria pode ainda ser motivado por uma utilização pouco racional, com acelerações bruscas que causam uma descarga abrupta, ou em situações de calor excessivo.

Como prolongar a vida da bateria de um carro elétrico?

Não há soluções milagrosas, mas alguns cuidados podem efetivamente prolongar a longevidade da bateria de iões de lítio.

1 – Nunca carregar a bateria a 100%

Além de quase duplicar o tempo de carregamento (os últimos 20% demoram quase tanto a encher quanto os primeiros 80%), colocar a bateria nos 100% irá aumentar a temperatura do seu núcleo, o que, a longo prazo, prejudica a sua capacidade total. Por isso, idealmente, a carga deverá ser efetuada até aos 80%.

2 – Não deixar descarregar

Se o carregamento excessivo é prejudicial, o mesmo se pode dizer da descarga total da bateria. Não pense duas vezes e se se vir numa situação limite prefira chamar o reboque antes de ficar a zeros.

3 – Preferir carregar durante a noite

Além de poder ser mais vantajoso, para quem opta por uma tarifa bi-horária, o carregamento noturno permite que o mesmo seja feito em condições de temperatura mais controladas. Este cuidado é particularmente importante a ter em conta nos dias mais quentes.

4 – Ter cuidado com o acelerador

Com toda a potência e binário disponíveis a partir do momento em que se roda a chave, torna-se quase impossível não se deixar levar pela emoção e abusar um pouco do acelerador. No entanto, as acelerações apressadas obrigam a uma descarga rápida, o que deteriora a bateria.

5 – Fugir do carregamento rápido

É tentador: carregar a bateria até aos 80% enquanto bebe um café e passa os olhos pela imprensa diária. E o carregamento rápido é mesmo uma mais-valia, permitindo que o proprietário de um carro elétrico percorra grandes distâncias sem gastar demasiado tempo. No entanto, não abuse. O carregamento rápido, que recorre a elevadas voltagens, aumenta a temperatura da bateria e as próprias marcas desaconselham o uso frequente.

6 – Carregar sempre que possível

Foi um dia em que circulou menos e, por isso, chega a casa com bateria suficiente para enfrentar o dia seguinte. Porém, não deixe de ligar o carro à corrente. Ao carregar, irá manter os componentes à temperatura ideal, potenciando a sua longevidade.

Fonte: KBB