Jeep Willys está de volta… mas só no Brasil

O Willys Jeep é considerado o primeiro veículo todo-o-terreno. Originalmente concebido como um veículo militar, foi tão apreciado que foi adotado pelos condutores civis logo após o final da Segunda Guerra Mundial. Hoje, o seu herdeiro é o Wrangler, que embora seja prático e capaz de enfrentar qualquer terreno, não tem a mesma personalidade do seu antepassado. Mas agora, a Jeep vai lançar um novo Willys, derivado do Renegade, mas… só vai estar disponível no mercado brasileiro.

O novo modelo ai ser uma série limitada a 250 unidades, com base na versão Renegade Trailhawk. De certo modo, é uma boa maneira de prestar homenagem, já que o nome Renegade foi primeiro usado nas versões civis do Willys Jeep, mas agora este usa uma plataforma de automóvel de estrada, pelo que é mais civilizado. Para tornar o Renegade Willys mais agressivo, usa uma pintura verde do mesmo tom usado em veículos militares, com vários escuros nas rodas, grelha e retrovisores. Na carroçaria, é fácil de identificar pelos autocolantes com as designações “Willys”, “4-Wheel Drive” e o símbolo de estrada que significava “Oscar Mike”, ou “em movimento” no jargão militar.

Cada um dos 250 futuros donos deste carro vai ter direito ainda a um kit exclusivo com um blusão da marca Jeep Gear (com o mesmo número da série limitada), um cantil e uma maleta no formato do garrafão de combustível dos pioneiros Jeep militares. Esta homenagem é apropriada no Brasil, último país onde a marca Willys continuou a vender automóveis. Desapareceu nos Estados Unidos em 1955, quando a Jeep foi promovido a marca de pleno direito (depois integrando o conglomerado AMC, posteriormente comprado pela Chrysler), mas o seu último carro, o Willys Aero continuou a ser produzido no Brasil até 1970, quando a Ford assumiu o controlo da marca.

 

Carros que mudarão em breve e vale a pena pechinchar

“Os anos de 2019 e 2020 prometem novas gerações, remodelações profundas e reestilizações em carros de diferentes segmentos. Desde compactos líderes de venda no mercado, até sedãs médios consagrados.

Isso provoca quase uma ‘hora da xepa’ em algumas marcas. Conforme se aproxima a mudança, os descontos ficam generosos nas revendas e surge a oportunidade de fazer bom negócio – especialmente se você costuma ficar com o carro por três anos ou mais.”

RENAULT SANDERO E LOGAN

A dupla muda em breve e de forma sutil. Inspirada nas alterações nos modelos que rodam na Europa com o símbolo da Dacia, a reestilização inclui novos para-choques, grade dianteira e faróis.

No hatch prevê ainda novas lanternas na traseira, com desenho mais irregular e que invade a tampa do porta-malas. No sedã, só o para-choque mudará na parte de trás.”

 

“Por dentro a Renault tentará dar mais uma garibada no sempre criticado acabamento interno, com mudanças no plástico usado no painel e também nos revestimentos de portas.

Os motores permanecem o 1.0 SCe, de 82/79 cv, e o 1.6 SCe, de 120/118 cv. O 2.0, de 150 cv, continua exclusivo do esportivo Sandero RS.”

“A boa nova é a chegada do câmbio do tipo CVT para trabalhar com as versões mais completas e com motorização 1.6. As opções com a irritante caixa automatizada Easy’R já até deixou o catálogo da marca na virada deste mês.

A Renault baixou o preço de tabela de quase toda a sua gama – com exceção do Kwid. E os dois modelos ganharam descontos de até R$ 7,5 mil, além de taxa zero no financiamento. O Sandero mais em conta pode ser encontrado por R$ 45,2 mil e o Logan, por iniciais R$ 48,5 mil.”

NISSAN MARCH E VERSA

A nova geração vai demorar um pouco, coisa para fim de 2020. Mas já vale para pechinchar um carro com desconto na loja. March e Versa, porém, serão diferentes dos renovados modelos que rodam na Europa desde 2016.

“Serão baseados no hatch que já é fabricado na Tailândia e que é voltado para mercados emergentes, com porte que lembra o de um Honda Fit, porém com desenho mais arrojado.

Desta forma, os compactos continuarão produzidos em Resende (RJ) sobre a plataforma V, só que com os aprimoramentos que foram feitos para a fabricação do SUV Kicks.

Ou seja, promessa de mais espaço interno, principalmente para o March, que deve adotar entre-eixos de 2,53 m (hoje são 2,45 m), e o Versa, que deve passar dos 2,62 m nessa medida.”

“Nos motores, apenas aprimoramentos para redução de atrito e consumo no três cilindros de 77 cv e no 1.6 16V de 111 cv.”

HYUNDAI SANTA FE

Outro que está para chegar por esses meses. Apresentada no Salão de São Paulo 2018, a nova geração do SUV médio-grande virá pelas mãos do Grupo Caoa em versão única, com sete lugares, motor V6 de 280 cv, tração integral e novo câmbio automático de oito marchas.”

“Também promete recheio generoso. Memória para os bancos e retrovisores, chave presencial, painel configurável, central multimídia com tela de 8” e teto panorâmico estão entre os itens de série esperados.

Por esta razão, o ‘atual’ Santa Fe, equipado com o V6 de 270 cv, tem condições facilitadas nas revendas e é encontrado já com preços abaixo de R$ 170 mil.”

BMW SERIE 3

A sétima geração do sedã da marca de luxo já pode ser encomendada e estreia nas lojas no fim de março. As primeiras unidades virão da Alemanha para, depois, se iniciar a produção em Araquari (SC), no segundo semestre.

Por fora e por dentro é preciso ficar atento às mudanças no desenho, que são pontuais. Mas a plataforma é totalmente nova e o Série 3 está 7 cm mais comprido (4,71 m) e 4 cm maior no entre-eixos (2,85 m).

“Entre as novidades, o três-volumes virá equipado com o Assistente Pessoal Inteligente. Ele é acionado por comandos de voz dentro de um sistema operacional da marca e que realiza diversos comandos, como ligar o ar-condicionado, operar a central multimídia ou receber informações sobre o carro, tais como consumo.

A nova geração chegará na versão 330i Sport, por R$ 220 mil, e na 330i M Sport, ambas com motor de 258 cv e câmbio automático de oito marchas.

A 320i Sport chegará no segundo semestre, ainda sem preço definido. A boa é que esta versão de entrada da geração antiga, com o mesmo motor de 184 cv, está bem mais em conta nesse momento: R$ 169.950.”

HYUNDAI HB20

Segundo carro mais vendido do país em 2018, o compacto produzido pela Hyundai em Piracicaba (SP) chegará mudado por volta de setembro na configuração hatch – o sedã deverá ficar para 2020.

Apesar de ser tratado como nova geração, usará a mesma arquitetura, porém aprimorada, com aços mais resistentes, promessa de acerto mais firme e carroceria mais rígida.

“O desenho é praticamente o mesmo do carro-conceito SAGA mostrado no Salão de São Paulo 2018, e os motores serão mantidos: 1.0 12V e 1.6 16V aspirados, além do três cilindros turbinado.

Espera-se também uma cabine bastante renovada e central multimídia blueNav com novas funções e layout. Enquanto isso, o HB20 já é um carro com desconto de até 10% nas revendas em cima da tabela oficial.”

CHEVROLET ONIX E PRISMA

A GM não vai sair do país, tampouco vai deixar o líder do mercado brasileiro ficar velho. Fenômeno de vendas, o Onix chegará à segunda geração no segundo semestre renovado em corpo e alma.

Além de desenho mais arrojado inspirado no Buick Excelle, estreia nova arquitetura em Gravataí (RS) – a Global Emerging Markets, GEM -, parceria do fabricante com a chinesa SAIC.

Além de entre-eixos acima dos 2,60 m, a linha finalmente estreará motores três cilindros aspirados e com uma variante turbo.

O novo Prisma será lançado entre o fim de 2019 e início de 2020. A questão é que as gerações atuais continuarão em vida apenas com o atual motor 1.0 quatro cilindros.

Muitas revendas Chevrolet estão com política de bônus para a linha. Só para se ter ideia, o Onix Advantage 1.4 automático, que tem preço sugerido de R$ 55 mil, é oferecido em muitas concessionárias por valores bem abaixo dos R$ 50 mil.

TOYOTA COROLLA

A 12ª geração do sedã médio já está batendo à porta e será lançada em meados de 2019. O estilo classudo é quebrado pelo capô curto, grade gigantesca e faróis angulosos.

Já começou a ser produzido em Indaiatuba (SP) sobre a nova plataforma TNGA da marca japonesa – mesma que serve ao Prius.

Mas esqueça turbo. O novo Corolla vai estrear motor sim, só que 2.0 aspirado e com injeção direta para render uns 170 cv (ou mais).

“O câmbio também é novidade: automático do tipo CVT, com 10 marchas simuladas. Terá direito, ainda, à versão híbrida, o primeiro carro desse tipo produzido no Brasil e o pioneiro do mercado quando o assunto for híbrido flex.

A liquidação do atual Corolla, inclusive, já começou. Os modelos de entrada da geração atual – GLi 1.8 – são encontrados por cerca R$ 76 mil nas lojas – quase R$ 4 mil a menos do que o sugerido na tabela. E a versão XEi 2.0 CVT, que custa R$ 106 mil, já é ofertada abaixo dos R$ 100 mil.”


Fonte: Gazeta do povo